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QUEM SOMOS

O Jornal O Guajará nasceu como um produto laboratorial da turma de Comunicação Social – Jornalismo do ano de 2023 da Universidade Federal do Pará (UFPA) e foi nomeado em homenagem à Baía do Guajará, um estuário formado pelo encontro da foz dos rios Guamá e Acará. O nome simboliza a convergência das águas dos rios, um ponto essencial na construção do veículo, que flui por diversas plataformas.

 

Guajará é uma palavra indígena que carrega diversos significados, como: “enseada”, “lugar abrigado”, “campo de sereias”, “luz” ou “pequena cachoeira”, oriunda da terminologia Guajará-Mirim. Além de toda a sua bagagem etimológica, o significado também é associado com cidades, à Baía do Guajará, à comunidades tradicionais, e nomeia toda a região administrativa onde se localiza a cidade de Belém do Pará.

Com sua multiplicidade de significados, formas, cores e contexto, Guajará carrega consigo uma longa historicidade amazônida. Indo de encontro ao jornal “O Guajará”, que representa essa multiplicidade e diversidade, com diversos segmentos para evidenciar sua multiplataformidade. Dentro dessa convergência, nascem duas ramificações: a Rádio Igarapé e a Revista Olho D’Água.

No centro das narrativas, presenciamos o foco no sujeito amazônida. Criado no coração da Amazônia brasileira, é a partir dela que as histórias são contadas, buscando construir reportagens, textos e trabalhos que desconstruam noções e estereótipos perpetuados pela mídia hegemônica, que por toda a história apaga, deturpa e se aproveita dessa grandiosa região.

 O Guajará demarca-se como um veículo alternativo e contra-hegemônico, construído no encontro dos estudantes de comunicação que buscam somar nas lutas coletivas dos povos e pessoas que habitam as terras amazônicas, amplificando suas vozes e contribuindo para a construção do pensamento crítico, além de valorizar as culturas do Norte, do Brasil e do mundo, utilizando um tom acessível e dinâmico para alcançar e atrair todos os públicos para essa grande luta.

Considerando o jornalismo como um espaço de produção e disseminação informativa sobre acontecimentos e pessoas, O Guajará entrega um compromisso ao narrar e analisar o cotidiano, especialmente amazônico, se baseando em questões éticas e de pluralidade, tanto no tratamento de nossas pautas quanto de nossas fontes. Além disso, princípios como apuração de afirmações e dados, objetividade, acessibilidade, criticidade e correções imediatas, caso necessário, são imprescindíveis para nossa equipe. 

No tratamento da agilidade, observamos que apesar de ser a virtude de muitos veículos e ser um interesse nosso, prezamos, antes de tudo, pela qualidade do que compartilhamos, logo, um material mais complexo e verificado é nossa maior prioridade de produção. Também abrimos um campo para tratar de nossos jornalistas, uma vez que para nós é fundamental a particularidade de cada profissional na construção de nossos conteúdos, assim, quesitos como a assinatura de cada etapa e a liberdade de criação também fazem parte de nosso lema. Ainda reforçamos a importância daqueles de fora de nosso veículo, nossas fontes, sejam primárias ou não, tendo em vista que elas também erguem o conhecimento que geramos, focando na mutualidade entre jornalista e sociedade.

Por meio de publicações em nosso Instagram, Youtube, TikTok, Spotify e site, divulgamos informações da atualidade e marcos culturais da nossa região. Resenhas, coberturas multimidiáticas e o quadro “Guajará Indica”, que tem o propósito de disseminar produtos regionais e nacionais, são alguns exemplos de produções elaboradas com atenção pela equipe, com o objetivo de amplificar o reconhecimento de produtos carregados de identidade, de alta qualidade e/ou com pouco reconhecimento.

Assim como a Baía do Guajará é formada pelo encontro de diferentes águas, O Guajará se constrói a partir do diálogo, da troca e da colaboração entre pessoas, coletivos, movimentos sociais, estudantes, comunicadores populares e outros veículos de comunicação.

O projeto, portanto, é um espaço aberto a parcerias editoriais, projetos conjuntos, coproduções e à continuidade de pautas que ultrapassem as nossas próprias plataformas. Acreditamos que histórias não pertencem a um único veículo, mas aos territórios e às pessoas que neles vivem. 

Nossa proposta de convergência não é apenas tecnológica ou midiática: é política e social. Convergimos com quem entende a comunicação como ferramenta de transformação contra-colonial, com quem respeita a multiplicidade de saberes e quem acredita no jornalismo como prática coletiva.

O Guajará: no encontro das águas, o encontro da informação.

O Guajará, desde 2025

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