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Imagem: Allyster Fagundes

Festival "Rainha das Matas" celebra cultura marajoara, sustentabilidade e protagonismo LGBTQIAP+ em Soure 

Por: Suri Brabo

Um município no arquipélago do Marajó, Soure, recebeu no dia 18 de abril, sábado, a 5ª Edição do Festival Rainha das Matas, com uma programação de shows, oficinas e apresentações artísticas.

 

O evento, protagonizado por pessoas LGBTQIAP+ e que busca trazer o foco para sustentabilidade, foi idealizado por Ágatha Felina, produtora cultural e artesã nativa de Soure, que conta que o festival “Surgiu do desejo de valorizar a cultura amazônica, especialmente a identidade marajoara, unindo beleza, sustentabilidade e resistência cultural, mas também nasceu como uma forma de dar visibilidade às causas ambientais e sociais, mostrando que é possível transformar elementos da natureza e materiais recicláveis em arte, moda e expressão.”

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Imagem: Akha Rubi

Com trajes e acessórios exuberantes e criativos feitos quase que completamente a partir de matéria orgânica, as candidatas disputam o título de “Rainha das Matas”, destinado a quem tiver o melhor desempenho performático e a melhor indumentária, o prêmio oferecido ao primeiro lugar foi uma quantia de 6 mil reais e uma viagem para Londres para estudar moda. Este ano, o tema foi “Saberes das Populações Ribeirinhas”, em que cada traje contava uma história a ser expressada pelas concorrentes, seja narrando cosmovisões ou costumes ancestrais da região.

 

Como foi o caso de Lira Velasco, uma das candidatas, que contou a narrativa do “Pajé que virou onça, para proteger a comunidade de perigos”. Assim como a dela, as outras indumentárias contaram histórias feitas com materiais como folhas, palhas, sementes, raízes, etc, sempre com foco na ancestralidade e sustentabilidade, ressaltando a importância dessas narrativas.

 

Apesar de ter começado há pouco tempo, o evento vem ganhando notoriedade estadual e nacional. Agatha conta sobre o começo do projeto e como foi sua repercussão: “No início, o projeto era simples, mas cheio de propósito. Não imaginávamos que ganharia tanta força tão rápido, mas sempre acreditamos no impacto que ele poderia gerar, o crescimento é resultado do apoio da comunidade, dos parceiros e da força das candidatas que abraçam a causa.” A expectativa para as próximas edições do festival, nas palavras de Agatha, são de “crescimento contínuo, com mais inclusão, mais representatividade e fortalecimento das pautas ambientais e culturais, queremos ampliar o alcance do festival, envolvendo mais municípios do Marajó e levando a mensagem da preservação e da diversidade ainda mais longe.”

 

Ainda que com o nome parecido com “Rainha das Rainhas”, o festival Rainha das Matas traz uma proposta totalmente inovadora, pois foca em questões ambientais enquanto movimenta cultura, arte e saberes tradicionais do arquipélago do Marajó, colocando no palco grupos e temas que normalmente estão à margem da sociedade. O evento ultrapassa o que se entende por “concurso de beleza”, pois também possui um viés educacional explícito.  

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Por: José Otávio e Vitória Ferreira

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